domingo, 31 de julho de 2011

[Filme] 13 Assassinos (2010)

13 Assassinos é a melhor coisa que aconteceu na minha vida desde que a polícia prendeu aquele cara por engano por uns crimes aí que eu cometi. O filme do diretor Takashi Miike me inspirou também em fazer um comentário acerca do gênero AÇÃO no cinema. Depois da pornografia, documentários de autópsia e desenhos da Pixar, filme de ação é o melhor gênero da sétima arte. Por quê? Porque é divertido, emocionante, tem personagens marcantes, frases de efeito e basicamente representa tudo o que gostaríamos de ser e fazer e, como não podemos, utilizamos esses filmes como válvula de escape.

Eu adoro filmes de ação com todos os exatos 5 milímetros de amor que meu coração ainda conserva. Por isso fico extremamente puto quando um puto que não entende um puto de cinema fala uma putaria do tipo: "Ah, mas Transformers 3 é um filme de ação. Tem que ter só efeitos visuais e explosão mesmo, se você não gosta disso vai assistir Woody Allen e ler Shakespeare, seu intelectualzinho de merda".

Nem vi Transformers 3 ainda, em parte porque as pessoas em cuja opinião confio falaram que é uma merda, e em parte porque quem defende fala a asneira que decrevi no parágrafo anterior. Sendo assim, vou usar Transformers 2 como exemplo de um filme de ação ruim, que faz tudo errado.

Meu filho, se eu quiser ver só as cenas de ação incríveis do Transformers, melhor eu ir no youtube e ver as cenas separadas. Assim, posso até inventar um contexto imaginário pra o que tá acontecendo na tela, tornando tudo melhor. Posso imaginar que o Shia Labeouf é um vilão insuportável e que toda a existência do universo depende da MORTE dele.

Agora, quando tenho que sentar e testemunhar DUAS HORAS E MEIA daquela merda que é Transformers 2, as tais incríveis cenas de ação ficam chatas. Ficam chatas porque a história é absolutamente ridícula, não faz sentido nenhum, os personagens são péssimos e as cenas de ação, apesar de serem incríveis do ponto de vista técnico, parece que foram filmadas por um vlogger com mal de parkinson.

TODO filme precisa de uma história. E quando falo isso, não estou dizendo que Duro de Matar necessitasse ser um Guerra e Paz da vida, com zilhões de personagens bem desenvolvidos e trama profunda e filosófica. Um filme de ação precisa de personagens pra gente se identificar, um vilão pra gente odiar, um objetivo que a gente acredite que precisa ser alcançado e, só então, lá no fim da lista, ação incrível que seja bem filmada. Pois uma cena de ação só é boa quando nos importamos com o que acontece com os personagens, quando sabemos o que está em jogo se o herói morrer.

Todas essas qualidades inexistem em Transformers 2 e, pelo que tudo indica, inexistem em Transformers 3. Então me desculpaí se não quero pagar quase 30 reais no ingresso e ficar quase 3 horas sentado numa poltrona me empanturrando de pipoca com manteiga cancerígena, sendo bombardeado pelo agradável ar condicionado do cinema, ter meus tímpanos estourados pelo som de robôs babacas se degladiando e tendo que aturar adolescentes e sua falta de educação, o que me causa vontade de fazer coisas que violariam o direito a condicional que o juiz me concedeu, tudo isso pra assistir a algo que provavelmente iriei odiar tanto quanto o segundo filme da série.

13 Assassinos é um filme de ação que faz tudo certo. A começar pela história. Então pra você aí, que curte filmes de ação merda, vou descrever a complexa história que o Takashi Miike nos apresenta. Acabei de reler a sinopse e tenho que mudar de opinião, realmente é muito difícil escrever um bom roteiro pra justificar porrada. 13 Assassinos tem uma trama tão absurdamente filosófica que só entendi o título do filme, nos créditos iniciais. Veja a sinopse, retirada do IMDb e traduzida do inglês britânico ao português brasileiro por mim:

Um grupo de assassinos se junta em uma missão suicida para matar um Lorde maldito.

Que complexo, né? Que trama labirintítica. Vou até me aprofundar um pouco na sinopse, pra tudo ficar mais claro. É o seguinte: tem o irmão do shogun, que se chama Naritsugu Matsudaira. É um cara jovem, rico e mau. Poderoso como é, faz o que quiser. Ele curte estuprar mulheres e matar crianças. As ações malucas de Naritsugu começam a incomodar outras pessoas poderosas, que contratam um samurai experiente, chamado Shinzaemon Shimada, para matar o playboy sádico. Nosso herói samurai reúne uma equipe de samurais dispostos a dar a vida pela causa, e então partem para a missão.

A primeira parte do filme serve pra algumas coisinhas. Primeiro, pra estabelecer o vilão. E que vilão filho da puta! O filme alcança o objetivo de fazer a gente odiar o cara, pois ele curte usar criancinhas como tiro ao alvo de flechas. Depois disso, vemos como o samurai Shinzaemon reúne sua equipe de assassinos. Somos apresentados a alguns dos membros mais importantes do time, e cada um deles têm uma personalidade interessante e seu motivo pra aceitar a missão. Após isso, acompanhamos como os assassinos planejam matar o vilão.

Depois, na última parte do filme, 40 MINUTOS DE PORRADA. 13 malucos contra 200, sangue pra tudo quanto é lado, explosões, frases de efeito, mortes heróicas, enfim, uma verdadeira orgia de ação pra quem gosta dessas coisas. Tudo muito bem filmado, então pode ter certeza que você saberá EXATAMENTE o que está acontecendo em meio a tanta porradaria e quem está batendo e quem está apanhado. É lindo, simplesmente lindo.

Uma das coisas que mais gosto no filme é todo o código de honra dos samurais, como estão dispostos a dar a própria vida à uma causa maior que eles e como os caras conseguem superar o próprio medo e seguir em frente. Pouco antes da porradaria começar, Shinzaemon dá aquele tradicional discurso metafórico pra encorajar a galera, comparando as armadilhas que eles fizeram pra pegar o vilão com a pescaria. Aí, entra um maluco correndo pela porta e diz: "Caralho! O exército do playboy não tem 70 soldados como a gente imaginava... são 200!" Shinzaemon nem se abala e diz: "Tem outra coisa sobre a pescaria que eu não disse procês... Quanto maior o peixe, melhor."

Os 40 minutos finais do filme são as melhores coisas que o cinema me proporcionou nos últimos tempos. Tudo o que leva até aquele ponto é cuidadosamente construído, mas de forma objetiva e rápida. A porradaria final funciona porque, como eu disse anteriormente, sabemos o que está em jogo e nos importamos com os personagens, sabemos as motivações deles, queremos que eles tenham sucesso na missão e, mesmo sabendo que é uma missão suicida, queremos que eles sobrevivam.

Além disso, quase todos os efeitos do filme são feitos na mão. Com excessão de uma cena com uns touros meio mal feitos em computação gráfica, tudo o que está na tela existe de verdade. Aquelas armadilhas foram feitas de verdade, o sangue é ketshup de verdade, todos os figurantes existem no nosso universo e não duvido nada que o diretor Takashi Miike matou alguns deles de verdade também.

Então, meu querido fã de Transformers, que usa do argumento que um filme de ação pode ser burro, veja 13 Assassinos. É um obra que não apenas prova que porradaria pode ter o suporte de uma boa trama, mas também mostra que atingir esse objetivo não é coisa que só um cientista de foguetes conseguiria.

13 Assassinos foi o melhor filme que eu vi neste ano. DESAFIO a sétima arte me apresentar algo melhor, pois se isso acontecer, serei um cara um pouquinho menos insatisfeito com a vida, quem sabe até eu me regenere e solte a Flavinha, que atualmente está acorrentada na minha garagem.

Spoiler: Mosca
Nível:
Título original: Jûsan-nin no shikaku
Direção: Takashi Miike
Duração: 121 min

segunda-feira, 25 de julho de 2011

[Filme] A Serbian Film - Terror Sem Limites (2010)

Milos é um ex-ator pornô, vivendo tranquilamente com sua linda esposa e seu pequeno filho. O problema é que a aposentadoria de ex-atores pornô não é algo muito rentável, e a família passa por dificuldades financeiras. Então, Milos é contatado por Vukmir, um diretor de filmes de sacanagem que apresenta uma proposta tentadora ao nosso ex-pornógrafo: um montão de grana, o suficiente pra ele sustentar sua família pra sempre, pra fazer um filme pornô artístico e belo. Milos fica meio desconfiado, porque Vukmir não quer dizer exatamente o que acontecerá no tal filme, mas a grana é boa, Milos precisa do dinheiro e acaba aceitando. Claro, o filme que Milos tem que fazer é um tanto quanto bizarro e doentio, e daí pra frente as coisas vão de mal a pior.

A Serbian Film é a película mais chocante do mundo do momento. Esses filmes sempre aparecem, vocês sabem como são. Ouvimos histórias de gente desmaiando nas sessões, do filme ter sido banido em 200 países e tudo mais. A Serbian Film é realmente chocante. Não pra mim, pois violência, estupros, necrofilias, pedofilias, pinto no olho e todo esse tipo de coisa explícita na tela, sinceramente, passa muito longe de ser o suficiente pra me chocar. Esse tipo de coisa me entedia, a não ser quando o diretor resolve ir um pouco além, te surpreender com algo um pouco mais bizarro do que você imaginava, e aí eu só dou risada porque acho engraçado. Fala sério, imagina a cena de um cara esfaqueando o olho do outro com o próprio pinto. Isso não é chocante, na minha opinião, é hilário porque esse tipo de coisa simplesmente não acontece no mundo real. Não que eu saiba.

Mas não vou dar uma de machão psicopata sem coração, eu entendo que a maioria das pessoas é bem sensível à violência nas telas e se choca com esse tipo de coisa. A Serbian Film simplesmente não é o tipo de entretenimento para 99,9% da população mundial. Sério, esteja avisado se quiser assistir, pois provavelmente vai arruinar seu dia e você nunca esquecerá algumas das imagens que terá que testemunhar.

Filmes como esse costumam ter um destino triste. Muitas das pessoas que gostaram do que viram, gostaram por causa da violência. Muitas das que não gostaram, não gostaram por causa da violência. A Serbian Film compartilha da sina de obras como Irreversível, que ficou famoso por quão chocante é. Mas assim como Irreversível, A Serbian Film é um filmaço, com uma história profunda, muito bem dirigido e atuado e que transcende a superficialidade das cenas violentas que apresenta. Só é uma pena que mais gente não perceba isso.

Eu gostei bastante da primeira parte do filme, em que somos apresentados ao protagonista Milos e sua família. Milos é um cara tranquilão, de poucas palavras, um dia ele pega seu filho vendo um de seus antigos filmes pornô. A mãe do moleque fica alarmada, mas Milos não se abala, pois ele mesmo viu seu primeiro filme pornô quando era da mesma idade do filho. Milos é um bom pai. Quando o moleque passa a mostrar que está começando a ter desejos sexuais, Milos é atencioso e explica pro filho que aquilo que ele sente é normal.

A esposa de Milos é muito gente boa, compreensiva e não condena o cara pela antiga profissão dele. Ela é bem bonita e gostosa também, e isso é uma falha grave do filme. Se A Serbian Film tava tentando me chocar, não deveria ter colocado uma mulher tão maravilhosa na história, pois sempre que aparecia um feto sendo estuprado, eu pensava mais ou menos assim: "Hmmm um feto sendo estuprado, mas que chocante, onde estará a mulher do Milos, ela é muito gostosa, deixa eu ver o nome dela no IMDb aqui, talvez eu encontre umas fotos dela de peitinho de fora, sabe como são essas mulheradas do leste europeu". Aí, quando eu voltava a mim, o feto já tinha sido estuprado e eu nem vi o que aconteceu.

Mas eu tenho que dizer que meu personagem favorito é o pornógrafo Vukmir. Puta merda, que cara foda. Um verdadeiro filósofo da pornografia, uma espécie de cientista louco da sacanagem, um visionário do bom e velho entra e sai. Ele já começa mandando essa: "A mão DIREITA de um homem é seu CENTRO SEXUAL, pois é o canal de ligação entre TEU PINTO e TEU CÉREBRO!". E posso destacar mais algumas frases dele:

"Você, Milos, é um artista do SEXO. Você consegue humilhar uma mulher, rebaixá-la ao ÚLTIMO, depois reconquistá-la e trazê-la de volta em toda sua GlÓRIA."

"Pornografia é ARTE. Mas infelizmente a maioria dos pornôs são feitos por açougueiros, que mal sabem o que é uma câmera."

"PORNÔ DE RECÉM-NASCIDO! PORNÔ DE RECÉM-NASCIDO! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA LOL LMAO ROFLMAO KKKKKKKKKKKKKK HAUHAUHAA HSUAHSUSHAUAS HEHEHEHE HIHIHI RS".

Essas são só algumas, tem muito mais. O cara é um desvairado, um vilão louco digno de histórias em quadrinhos. O plano dele é maléfico e surreal na medida certa, por essas e outras achei as cenas que supostamente deveriam ser chocantes, engraçadas.


Não vou dar spoiler nenhum sobre o que acontece no fim do filme, pois é uma reviravolta foda. Mas foi exatamente nesse ponto que a história me ganhou como algo genuinamente bom. Até aquele ponto, A Serbian Film se assemelhava a O Albergue. Aquele clima sinistrão, gente poderosa financiando torturas e coisas horríveis, uma sensação de que, como tem gente com muito poder por trás dos esquemas, não há escapatória. Porém, na última parte do filme, a história se assemelha bastante com Oldboy, vira uma espécie de tragédia grega, e isso é muito bom. Achei uma das últimas cenas muito bonita e poética, apesar do que acontece logo depois.

Então é isso, A Serbian Film - Terror Sem Limites não é só um dos melhores exemplos de obras transgressivas da atualidade, como também é um excelente filme. Se você tem estômago e não se abala muito com sangue, atos sexuais bizarros e recém-nascidos sendo estuprados, eu recomendo muito essa maluquice toda.

Spoiler: Mosca
Nível:
Título original: Srpski Film
Direção: Srdjan Spasojevic
Duração: 104 min

quarta-feira, 13 de julho de 2011

[Série] A Guerra dos Tronos (1ª Temporada, 2011)

É a melhor adaptação de um livro já feita. Não vou ficar enrolando as almas infortunadas que vão se dispor a ler este texto e, como o texto terá vários parágrafos de declarações emocionadas de como A Guerra dos Tronos é melhor que uma noitada com a Flavinha (minha profissional de sexo favorita), prefiro deixar claro logo no começo que gostei dessa porra, então se você não quiser ler o resto dessa crítica, já sabe minha opinião.

Adaptação de livro é um dos mistérios do universo. Aparentemente, adaptar uma história literária envolve alguma equação tão complexa que praticamente ninguém consegue fazer um trabalho decente. Porém, o pessoal da HBO, após muita reflexão, pesquisa e noites em claro, descobriu a maneira perfeita de adaptar de forma satisfatória um livro: PEGA TUDO O QUE É BOM NO LIVRO E FILMA.

Realmente é uma sacada genial, eu mesmo não teria capacidade de pensar em algo assim. Veja bem, temos que admitir que A Guerra dos Tronos não é a história mais fácil de transpor pras telas. Primeiro porque é muito grande, aí o roteirista vai ter que ler tuuuudo o que o Martin inventou antes de escrever os episódios da série, putz, mó chato. A história se passa em uma época medieval, isso exige GRANA pra fazer cenários decentes e espadas que não sejam de papelão e, puta merda, o livro tem muita violência e sacanagem, como colocar esse tipo de conteúdo na tela? Não dá, né. Sexo e violência ofendem a família cristã norte-americana, deus me livre se as crianças verem sangue ou uma teta, já basta o Jesus pregado na cruz, usando uma coroa de espinhos entoxada na cabeça e com sangue escorrendo pelo corpo, que fica pendurado na parede da sala e as crianças são obrigadas a ver todo dia.

Bom, mas para a nossa alegria, existe um canal chamado HBO. É um canal ateu e bilionário. O que significa que foda-se se você não gosta de sacanagem, muda de emissora porque a HBO não tem pudor em fazer você testemunhar pirocas balançantes no meio da tela. E também tem muita grana pra reproduzir qualquer maluquice que o Martin tenha pensado quando escreveu os livros.

Dinheiro, HBO, escrúpulos zero e vontade de adaptar uma obra genial: Sucesso. Todos os igredientes estão aí, e ainda por cima chamaram o velhinho Martin pra supervisionar tudo de perto. Melhor não podia ficar e o livro foi adaptado com uma fidelidade incrível.

Por outro lado, não basta simplesmente copiar tudo do livro para que a adaptação fique satisfatória para nós, que já lemos a história. É necessário adicionar alguma coisinha a mais, senão tudo fica meio chato e previsível, e geralmente isso é receita para merda. Mas não no caso da HBO, (quase) tudo que eles adicionaram ficou excelente. Veja bem, uma das deficiências do livro é que os personagens coadjuvantes são retratados sob o ponto de vista dos protagonistas, então nós nunca temos a oportunidade de conhecer esse pessoalzinho a fundo. Na série, não há necessidade de focar só nos protagonistas, é possível ver o que aqueles dois homossexuais estavam fazendo enquanto Eddard Stark tentava revelar uma conspiração que poderia mudar o rumo do reino, e a resposta é: os homossexuais estavam se depilando, conversando sobre como deve ser legal ser rei e depois se chupando.

Acho que esse não foi o melhor exemplo de cena adicional boa, porque foi algo gratuito só para agradar ao público gay. Mas tive que relembrar essa cena pra fazer um protesto: já que agradou ao público gay, melhor agradar ao público surubeiro. Até agora não vi uma suruba medieval épica, com direito a hidromel sendo derramado em peitos, porco assando e um ninguém é de ninguém ao som de heavy metal tocado na harpa.

Um bom exemplo de cena adicional que não existe no livro é a conversa que o Rei Robert tem com sua esposa de fachada, a Cersei Lannister. No livro o cara só xinga a mulher, dá tapa na cara dela e a moça demonstra a todo momento que merece cada um dos castigos impostos pelo rei. Na série, por outro lado, especialmente nessa cena, os dois personagens refletem sobre o casamento fracassado que eles têm. A Cersei revela que quase amou Robert um dia, e ele revela que nunca chegou perto de amá-la, pois o coração dele sempre foi de uma outra mulher que está morta. Que bonitinho né, fiquei emocionado pra caralho. Logo depois eles se perguntam o que mantém o reino de pé, e chegam a conclusão que é o casamento de merda deles. Eles compartilham uma risada sincera, isso porque apesar de o reino estar fudido por dentro e por fora, eles são ricos e podem rir da desgraça que é aquele país. Malditos ricaços. Essa cena é ótima porque mostra um outro lado desse lindo casal, um raro momento de conversa e diversão deles.

Mas como eu disse anteriormente, (quase) todas as cenas complementares são boas. Tem uma que realmente é uma merda. Não adianta, se você é fã de um livro e vai assistir a uma adaptação da obra, por mais bem intencionada e bem feita que seja, você pode ter certeza que em algum momento vão destruir da maneira mais cruel possível algo que você adorava na história original. Vão pisar na sua alma, cuspir na sua face e fazer você odiar cada segundo daquela adaptação de merda, fruto desse mundo capitalista implacável e você vai virar um profeta de fórum de internet berrando em caps lock o seu rancor pelo que fizeram com o seu amado livro.

Um dos meus personagens favoritos é Jon Snow, filho bastardo de Eddard Stark. Jon Snow é tipo o herói, um jovem porrador, destemido e motherfucker. Como você imagina seu herói? Alto, feio, forte, formal e comedor, implacável com as mulheres, do tipo que só de lançar aquele olhar de herói silencioso para uma moça, faz ela ovular automaticamente.

Não é segredo que, no livro, Jon Snow é virgem. Oras, ele é apenas um rapazote de 14 anos que mal teve tempo de se arranjar sexualmente e acabou indo parar na Patrulha da Noite, um grupo de celibatários que, e isso é a mais pura verdade, não pode fazer sexo nunca. Porque são celibatários. Tudo bem, o Jon Snow do livro não é comedor, mas isso não me incomodou porque o contexto da virgindade dele é coerente.

Na série, para interpretar Jon Snow, colocaram um ator de mais de 20 anos nas costas e barbudo. Já me bateu um incômodo, porque com 20 anos, na idade média, você já deveria ser casado, com 5 filhos, e preparado pra morte. Relevei a idade do ator, pois sou tolerante. Mas aí, em uma cena pseudo-profunda, Jon Snow nos revela que é BROXA. Porra! O cara fala que tentou comer uma puta, mas lembrou da mãe (que ele nunca conheceu e poderia ter sido uma puta também) e broxou porque havia a possibilidade de ele gerar mais um bastardo no mundo.

Tudo bem, seria um tanto chato ele engravidar uma puta, pois o filho dele seria bastardo de um bastardo. Double Bastard. Mas vem cá, quem escreveu essa cena foi uma mulher, só pode. Vou ensinar uma coisa pra vocês, mulheres: a última coisa que nós pensamos quando fazemos sexo é NA NOSSA MÃE.

Apesar dessa cena ter sido decepcionante, não posso dizer que enfraqueceu a série. Você sabe que uma adaptação é boa quando você se emociona nos exatos mesmos momentos em que se emocionou no livro. E você sabe que um ator é bom quando você tem vontade de matá-lo. Pois é, o ator que faz o pequeno filho da puta príncipe Joffrey é tão bom, mas tão bom, que se eu ver ele na rua, serei obrigado bater nele. Não consigo mais separar o cara do personagem, pra mim ele sempre será o Joffrey e eu sempre vou odiá-lo.

A Guerra dos Tronos é um marco da TV e das adaptações de livros. É uma série foda, foda, foda. Eu nunca pensei que diria isso, mas a Flavinha vai ter que se esforçar muito e me dar pelo menos 15% de desconto pra me divertir mais do que a HBO.

PS1: Não posso deixar de citar o Peter Dinklage, que interpreta o anão Tyrion. Esse personagem é o melhor do livro, e o ator conseguiu interpretá-lo com perfeição. Merece todos os prêmios possíveis e imagináveis. Aliás, todos os atores estão excelentes em seus papéis.

PS2: A série é bem mais violenta e tem muito mais sacanagem que sua contraparte literária. Há certas cenas do seriado que parecem que estão lá só pra HBO dizer "I'm HBO, bitch! Eu mostro quantos órgãos genitais eu quiser!". Sei lá, tanta putaria e violência me distrai um pouco, pois o sangue que estava no meu cérebro acaba tendo que irrigar outra parte de meu corpo.


Spoiler: Mosca
Nível:
Título original: Game of Thrones
Produção: HBO
Duração: 10 episódios (1ª temporada)

sábado, 9 de julho de 2011

[Filme] Loucuras de Verão (1973)

Eu poderia resumir esse filme em três coisas: Francis Ford Coppola, George Lucas e anos 50. Parece bom, não? Sou meio suspeito para falar sobre, afinal, sou um fanático quando o assunto é anos 50. Bem, o filme não é nenhuma superprodução, foi feito em apenas 29 dias, não tem nenhum enredo complexo, objetivo ou mesmo tenta passar qualquer lição de moral. É um filme simples, do tipo cine pipoca, que retrata uma noite no início dos anos 60, ano de 62 para ser mais preciso. Existem algumas referências geniais e é extremamente fiel, o figurino é muito bem feito, as atuações são muito boas e o que mais impressiona é o modo simples e objetivo como ele tenta repassar a realidade da juventude dos anos dourados. O filme foi feito em 73, e naqueles tempos ainda era possível achar muitas relíquias automotivas em perfeito estado de conservação. American dinners, drive-ins, hot rods, lead sleds, vespas, pin ups, greasers, estão presentes no filme de monte e tudo muito bem retratado. Como a história se passa em Modesto, Califórnia, é muito comum ver referências a kustom kulture, tendo como seu maior representante no filme o delinquente juvenil John Milner e seu hot rod amarelo feito a partir de um Ford coupe modelo B 32' (também conhecido como deuce coupe) equipado com um v8 flathead superpreparado. John Milner é um saudosista que odeia os Beach Boys e essa nova onda de surf rock, e se lamenta inconformado com a decadência do verdadeiro rock'n'roll desde a morte de Buddy Holly em 59. Ele roda pelas ruas de modesto atrás de diversão e garotas, sempre com sua carteira de cigarros enrolada na manga de sua camiseta, de tão saudosista ele não acompanha a modernização do mundo, acreditando ter o carro mais rápido de sua região e com a fama de ser imbatível, até aparecer na cidade um novo tipo com um motor ultra envenenado.
O filme foi baseado na adolescência de George Lucas em Modesto, sua cidade natal, e tudo gira em torno de referências de sua vida. Como por exemplo o DJ Wolfman Jack, por quem ele era fascinado, famoso por sua rádio pirata que tocava rock'n'roll e R&B nos anos 60. Três dos personagens foram baseados nele mesmo em períodos diferentes de sua juventude, como o nerd Toad em seus tempos da highschool, o delinquente Milner em sua adolescência e Curt em seu período na USC (faculdade de cinema). A placa do hot rod de Milner, THX 138, é em referência ao seu primeiro filme THX 1138. Resumindo, o filme seria uma espécie de quase autobiografia de George Lucas. Coisa de nerd, não acha? Mas digno por se passar no inicio dos anos 60.
Nada de atores galantes, tendo como único famoso o Harrison Ford, que faz o papel do arrogante Bob Falfa, algumas gúrias bonitas e outras nem tanto, mostra o prazer do Lucas em fazer algo fora dos scripts de hollywood, com pessoas reais. Não deixa nada a desejar em atuações. Trilha sonora fantástica, já começando ao som de Bill Halley, passando por clássicos do Chuck Berry, Buddy Holly, Johnny Burnette, Fast Dominos, The Platters, Beach Boys dentre muitos outros. Só o enredo que deixa a desejar, mas por ser um cine pipoca que se passa em 62, está mais do que perdoado.
Resumindo, é um ótimo filme, que faz os olhos brilharem ao visualisar tantos bólidos incríveis em um só lugar, rodando, correndo e roncando seus admiráveis v8! Filmaço.
P.S.: Em Star Wars episódio II, George Lucas baseia o airspeeder amarelo que o Anakin usa no deuce amarelo do Milner.

Spoiler: Pena
Nível:
Título original: American Graffiti
Direção: George Lucas
Produção: Francis Ford Coppola
Duração: 110 min

[Filme] Hooligans (2005)

Recuperado o fôlego de uma crise de coluna entrevada, tempo de sobra para ver filmes e depois de alguns problemas com o meu bendito dvd causado pelo meu maldito irmão, estou de volta, acabando de assistir um filmaço e pronto para escrever.
Sem mais enrolação, vamos ao que interessa. Para quem está procurando um filme transbordando testosterona, regado a muita cerveja britânica, cigarros, futebol (no soccer, football) e violência, muita violência, sangue, membros quebrados, garrafadas, sangue, cadeiradas, socos, chutes, voadoras, mais sangue e morte, este é o filme perfeito, putaquemepariu, superou expectativas. Bem, não sou lá nenhum fã de futebol, mas essa não é a questão primordial, o filme já começa quente com uma pancadaria entre duas torcidas organizadas em um metrô em Londres. Em seguida estamos em Havard com Elijah Wood, (é, aquele mesmo, Frodinho inofensivo do Senhor dos Anéis, que não está nada inofensivo nesse filme) no papel de Matt Buckner, sendo expulso injustamente por suposta posse de drogas dentro da faculdade, sem conseguir auxílio de seu pai, jornalista importante, ele se manda pra Londres para ficar com sua irmã. "O que eu viria a aprender, nenhuma grande faculdade poderia me ensinar", sua primeira citação no filme, já nos deixa na expectativa. Em Londres, ele conhece o cunhado de sua irmã, que é o líder da GSE (Green Street Elite), torcida organizada do West Ham envolvida em muitas brigas. Bem, é aí que começa a diversão, um estudante de jornalismo que nunca havia se metido em uma briga na vida, que estava perdido, sem rumo, sem saber o que fazer e com auto-estima baixa, acaba descobrindo um novo mundo que viria a lhe dar muitas lições. Brigar? Não, não é essa a questão. O filme trata de princípios, que vão desde a amizade, lealdade, confiança e a honra, como também trata de instinto, como erguer e defender sua reputação, seja por meio de brigas ou de impor humilhação. Somos levados ao limite em todas as situações. Não estamos falando de marginais vagabundos e ladrões, todos ali tem emprego, e isso o filme busca retratar bem, muitos tem família e todos tem amigos. O que mais chama a atenção é que um dos componentes da GSE trabalha fardado, aparentando ser piloto de avião ou algo do tipo. Mas acima de tudo, eles vivem daquilo, depois do primeiro soco, você quer testar até onde vai o seu limite.
Não é de hoje que sabemos que as subculturas inglesas estão entre os grupos urbanos mais violentos e sedentos de pancadaria, não só os hooligans, como também os punks, os rude boys, os mods, os teddy boys e os skin heads, todos esses grupos tiveram sua história criada e desenvolvida recheada de violência entre gangues de rua, desde os anos 50, e todos são de origem britânica. Veja bem, não estamos falando de violência a base de armas de fogo, covardia e assassinato sem causa, eles prezam pela honra e o negócio é brigar com os punhos, socos-ingleses, pedaços de pau e garrafas, existe todo um princípio entre eles, não se espanca quem está no chão (salvo algumas excessões), por exemplo. O foco é erguer e defender sua reputação e ponto. Se divertir, antes de ir até o limite.
Muito bem dirigido e com ótimas atuações, a ação no filme é levada a contento, sem deixar a desejar, só não gostei muito dos tremidos de câmera que são utilizados para dar mais ação as pancadaria, eles tiram um pouco a visão, mas foram muito bem usados. A trilha sonora deixa muito a desejar, fora isso as cenas de violência são fodas, de tirar o fôlego.
Frodo nos deixa com sabias palavras, fugindo de seu mundinho medíocre e explorando esse admirável mundo novo, ele retorna para casa com muitas lições que recebemos da vida somente vivendo-a , coisas que livros, filmes e faculdades não ensinam, coisas que foram extintas em quase todos os lugares, uma coisa chamada honra, que pode ser desmembrada em vários significados, e isso você só vai entender assistindo ao filme ou vivendo a vida no limite desse submundo de violência contida. Definitivamente, Frodo mostrou que sabe brigar, soprando bolhas lindas no céu, que voam tão alto, que alcançam os céus e como sonhos elas murcham e morrem, a fortuna está sempre oculta, eu já procurei em todo lugar, eu sempre soprarei bolhas, bolhas lindas no céu. United! United!
Que hino mais sem sentido, coisa de LSD, de Beatles, vai entender esses ingleses... não digam aos GSE que eu falei isso.

Spoiler: Leve
Nível:
Título original: Green Street Hooligans
Direção: Lexi Alexander
Duração: 109 min

segunda-feira, 4 de julho de 2011

[Livro] A Guerra dos Tronos - As Crônicas de Gelo e Fogo, Livro Um (1996)

Por que todo mundo fica chamando esse livro (e a série) de Game of Thrones? Acho que já superamos a fase em que não havia tradução para o título, e hoje, aqui no Brasil, o livro e a série são chamados de A Guerra dos Tronos. Não é uma tradução literal do título original, eu sei, mas não é um título ruim e nem faz propaganda enganosa sobre os acontecimentos da trama. Pode ter certeza que você encontrará guerras nesse livro e também tronos. Tem mais, vocês já viram um ser humano brasileiro pronunciando o título original? "E aí mano, já leu o Gueimi Ófi Trrones?". Porra, fala A Guerra dos Tronos, porra!

Vi gente reclamando do subtítulo também, que no original é A Song of Ice and Fire, mas que foi traduzido como As Crônicas de Gelo e Fogo. Li uns comentários falando que deveria ter sido traduzido como Uma Canção de Gelo e fogo, pois é mais poético. Na boa, quer poesia vai escutar música do Chitãozinho e Xoróró. Esse livro traz uma história medieval, é sujo, é violento, tem muito sangue e sacanagem, peitinhos e decapitações pra dar e vender, não há tempo pra poesia em meio à guerra.

É o seguinte, parte da história se passa no continente de Westeros, que é governado pelo Rei Robert. Esse rei tem uma espécie de primeiro ministro, que de fato governa o reino enquanto o Robert fica de curtição, e esse primeiro ministro é chamado de A Mão do Rei. Porém, A Mão do Rei morre e Robert precisa de alguém novo para o cargo, e pra isso ele vai até Winterfell convocar seu melhor amigo, Lorde Eddard Stark, para o trabalho. Eddard tem 6 filhos, é casado, já participou de guerras e inúmeras batalhas, então o cara está mais afim de curtir uma vida tranquila. Ele não quer saber de política, mas não adianta: o rei consegue tudo o que quer. Eddard assume o cargo de Mão do Rei e passa a investigar a morte de seu antecessor, e descobre que deu merda e algum puto matou o velho.

Enquanto isso, lá do outro lado do mundo, em outro continente, temos os irmãos Targaryen. Um rapazote e sua irmã Daenerys, que são filhos do rei anterior, que foi deposto por Robert. O rapazote, chamado Viserys, sonha em retornar Westeros e botar pra foder, matar o Rei e recuperar o trono. Para isso ele precisa de um exército, e decide dar sua irmã a um maluco chamado Khal Drogo, um bárbaro poderoso que tem 40 mil homens sob seu comando. Em troca, Viserys espera que Drogo lhe empreste 10 mil homens para recupar o trono.

No extremo norte de Westeros, Jon Snow, filho bastardo de Eddard Stark, inicia sua vida como membro da Patrulha da Noite. O pessoal da Patrulha da Noite deve renegar à vida anterior que tiveram e se dedicar a proteger o reino da invasão de selvagens das florestas que ficam do outro lado da muralha, que é a maior construção já concebida pelo homem e divide e protege o mundo civilizado daquelas terras amaldiçoadas. Nem preciso dizer que o perigo que espreita do outro lado da muralha vai ficar mais ousadinho e querer perturbar nosso herói, Jon Snow.

Apesar de ser uma fantasia medieval, os elementos fantásticos são bem sutis. O autor, George R. R. Martin, não está muito preocupado em criar um mundo e descrevê-lo detalhadamente, pelo contrário. O mundo é apenas um pano de fundo para o verdadeiro tema que ele quer explorar: o ser humano. Exatamente por isso eu recomendo esse livro a todos que curtem uma boa história, pois A Guerra dos Tronos é sobre pessoas, seus sentimentos e ambições, suas forças e fraquezas, e não há tema mais universal do que o Ser Humano.

O livro é narrado sob a perspectiva de 8 personagens diferentes, cada capítulo é dedicado a um deles. A consequência disso é que não há um personagem principal e essas 8 pessoas são muito bem desenvolvidas e aprofundadas. Elas realmente parecem pessoas de verdade, com toda sua tridimensionalidade, defeitos e virtudes. Todos esses personagens fazem coisas fodas e fazem coisas merdas, e isso ajuda a gente a se identificar com eles.

Aliás, enquanto eu lia o livro até esqueci de que a trama se passa em cenários fictícios. Isso porque aqueles lugares são claramente baseados em locações reais. Por exemplo, Westeros é a Europa. Winterfell é tipo a Rússia, King's Landing é a Inglaterra. Pentos é a Mongólia.

Ao norte de Winterfell, tem uma muralha que protege a fronteira da invasão dos selvagens. Obviamente que essas terras selvagens são o México e os selvagens são mexicanos. A muralha impede que os imigrantes ilegais entrem no grande império que é Westeros. George R.R. Martin pegou meio pesado aí nessa alusão ao México, pois o povo de Westeros vive falando que pra lá da muralha os mexicanos não passam de selvagens, monstros e coisas feias. Até aí tudo bem, eu pensei, são apenas os personagens com seus preconceitos absurdos e infundados, o autor George R.R. Martin está fazendo uma crítica à ignorância e, quando os mexicanos aparecerem de verdade, eles serão uma gente bela, morena, apreciadora de boa culinária e música, um povo tropical e caliente, sempre disposto a desfrutar uma boa tequila. Que nada, quando os mexicanos aparecem eles são umas pessoas ignorantes, sujas, feias, ladras e assassinas. E esses são os mexicanos legais, os bonzinhos. Porque os outros são zumbis. Porra, George R.R. Martin!

Isso não é tudo, pois há eunucos no livro. Um desses eunucos é um personagem importante da história e ele é claramente uma representasção do homem judeu. Vejam, o eunuco também sofreu uma mutilação no pênis. Além disso, ele aparece no livro como um cara safado, manipulador e todo mundo acha que ele tem magias e trucagens sobrenaturais. Ou seja, um judeu.

Porra, George R.R.Martin! Eu me pergunto como você irá retratar os negros nos próximos livros, se é que existem negros no seu mundinho de fantasia perfeito.

Tô brincando, gente. O Martin é um velhinho maneiro e não há preconceitos no livro, isso é tudo viagem minha.

Inclusive, uma das coisas que chama atenção no livro é como as mulheres são fortes e importantes. Elas são as personagens mais inteligentes, que tomam as decisões mais difíceis, carregam os maiores fardos e enfrentam os maiores problemas.

Eu não quero falar muito do livro, pra não correr o risco de estragar alguma surpresa. E surpresa é o que não falta nessa história, puta merda. A trama é completamente imprevisível, se prepare.

O que eu posso dizer, sem medo da influência da empolgação de ter acabado de ler o livro agora há pouco, é que é uma das melhores obras que eu já li. São raras as vezes em que li um livro com personagens tão bem escritos, criados por um autor que escreve tão absurdamente bem. A Guerra dos Tronos é uma obra obrigatória, ponto final. Não se deixe assustar pelas quase 600 páginas, pois você será recompensado com cenas de sexo e violência. Ah, e uma ótima história.

No próximo post eu vou falar sobre a série A Guerra dos Tronos, que foi produzida recentemente pela HBO. Vou fazer uma comparação básica com o livro e dar o veredito final e definitivo, que apenas os tolos e levianos questionarão: Qual é melhor, o livro ou a série?

Spoiler: Mosca
Título original: A Game of Thrones - A Son of Ice and Fire
Autor: Eduardo Spohr
Duração: 587 páginas